Análises Físico-Químicas da Água da Barragem da Bananeira Arapiraca Alagoas.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48017/dj.v7i1.2027

Palavras-chave:

OMS UNICEF, Sociedade Sustentável, Barragem de águas, Normas qualidade da água

Resumo

É fato que o acesso universal a água de qualidade, é fundamental para a saúde e preservação do
meio ambiente e consequente sustentabilidade de uma sociedade. Segundo a Fiocruz (FIOCRUZ, 2020)
um em cada quatro centros de atenção à saúde no mundo carece de serviços básicos de água, afetando 2
milhões de pessoas, e mais de cinco milhões de pessoas morrem por ano no mundo devido às doenças
transmitidas pela água segundo o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo
Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O mundo acompanha o
aumento do desmatamento ao longo de décadas onde Cruz (2014) claramente destaca que a meta de se
melhorar as condições climáticas e de moradias com saneamento básico depende de prioridades elencadas
por cada país. A bacia do rio Piauí de Arapiraca sofre intensa degradação ambiental, recepcionando em seu
percurso águas residuais de residências, indústrias, postos de saúde e atividades agropecuárias, que vertem
na barragem da vila Bananeira, local e objeto da pesquisa em curso. Existem diversas maneiras de se
avaliar a qualidade da água nos corpos hídricos, dentre elas as análises físico-químicas se destacam como
parâmetros de qualidade.
Foi utilizado o guia de análises físico-químicas da Fundação Nacional de Saúde cujos parâmetros
foram de Alcalinidade total, Cloretos, Turbidez, pH, Dureza total e Condutividade, da água da barragem
da vila Bananeira coletadas em dois meses com diferentes níveis pluviométricos. Todos os parâmetros
mostraram-se em condições de normalidade de acordo com a portaria do Ministério da Saúde nº
2.914/2011 segundo normas nacionais e internacionais

Biografia do Autor

Janesmar Camilo, Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL

Possui graduação em Química Licenciatura pela Universidade Federal de Alagoas (1995), mestrado em Química e Biotecnologia pela Universidade Federal de Alagoas (1998) e doutorado em Química pela Universidade Federal de Pernambuco em Co-Tutele com a Universidade Paris XII e o Centre nationale de La Recherche Scientifique CNRS France (2002). Atualmente é Professora Titular do campus de Maceió da Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL, onde leciona no curso de Física. Foi Coordenadora Científica do Projeto Estruturante da FINEP denominado de Fortalecimento do Sistema Alagoano de Inovação e Tecnologia do Segmento agroalimentar. Também acumulou experiencias vinculadas a área de Ciência, Tecnologia e Inovação ao ocupar os cargos de Superintendente da Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação de Alagoas e Diretora Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas - FAPEAL onde foi contemplada com o Prêmio Estadual da Qualidade 2014 na Categoria Compromisso com a Excelência promovido pelo Movimento Alagoas Competitiva em parceria com a Fundação Nacional da Qualidade . Tem experiência na área de Química, com ênfase em Eletroquímica, atuando principalmente nos seguintes temas: eletroquímica, química verde, educação e ciência, tecnologia e inovação.

Andressa Ferro, Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL

Acadêmica do curso de Licenciatura em Química pela Universidade Estadual de Alagoas- UNEAL. Participação como bolsista no Pibid - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, de 2018 a 2019. Atualmente participando do Programa de Residência Pedagógica de Química da UNEAL. Tem interesse pela área de Biotecnologia.

Antonio David, Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL

Possui graduação em Engenharia Civil pela Faculdade Pitágoras (2019), gradua Física Licenciatura pela Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL, atualmente, participa do projeto de pesquisa, como aluno, na Universidade Estadual de Alagoas, pós-graduando em Gestão Pública na Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL, sob a responsabilidade da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - PROPEP da Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL.

Referências

ANA, Agência Nacional de Águas. Guia nacional de coletas e preservação de

amostras de águas, sedimentos. Brasília, DF, p. 49-58, 2011.

ARAUJO, L. E. de; SOUSA, F. de A. S. de; NETO, J. M. de M.; SOUTO, J. S.; R.,

L. R. L. R. Bacias Hidrográficas e Impactos Ambientais. Qualitas Revista

Eletrônica, v. 8, n. 1, 2009.

BRASIL, Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de controle

da qualidade da água para técnicos que trabalham em ETAS. Brasília: Funasa. p.

-89, 2014.

BRASIL, Ministério da Saúde. Vigilância e controle da qualidade da água para

consumo humano. Brasília, DF, p. 213, 2006.

CRUZ, H. M. da. Análises microbiológicas e físico-químicas: conceitos para

gestão ambiental. Editora Érica Ltda, 1 Ed. p. 13, 2014.

FIOCRUZ, Fundação Oswaldo Cruz, CEE – Centro de Estudos Estratégicos.

Disponível em: https://cee.fiocruz.br/?q=Falta-de-agua-e-saneamento-afetasaude-de-mais-de 2-bilh%C3%B5es-de%20pessoas-diz-OMS, acesso em:

dezembro de 2020.

FUNASA – Fundação Nacional de Saúde, Manual prático de análise de água, 4.

Ed. Brasília: Funasa, p. 150, 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Disponível em:

https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/al.html, acesso em maio de 2019.

LENZI, E.; FAVERO, L. O. B.; LUCHESE, E. B. Introdução à Química da Água:

Ciência, Vida e Sobrevivência; ISBN 978-85-216-1679-5, LTC Livros Técnicos e

Científicos Editora Ltda. p. 572 -574, 2014.

MARQUES, M. N.; COTRIM, M. B.; PIRES, M. A. F. Avaliação do impacto

da agricultura em áreas de proteção ambiental, pertencentes à bacia

hidrográfica do rio Ribeira de Íguape, São Paulo. Revista Química Nova, V.

, N. 5. 2007.

MERTEN, Gustavo H; MINELLA, Jean P. Qualidade da água em bacias

hidrográficas rurais: um desafio atual para a sobrevivência futura. Agroecol.

e Desenvol. Rur. Sustent. Porto Alegre, v.3, n.4, p. 33-38, 2002.

NOGUEIRA, F. F.; COSTA, I. A.; PEREIRA, U. A.; Análise de parâmetros

físico-químicos da água e do uso e ocupação do solo na sub-bacia do

Córrego da Água Branca no município de Nerópolis – Goiás. TCC, curso de

engenharia ambiental e sanitária, Universidade de Goiás, 2015.

SANTOS, E. H. M.; GRIEBELER, N. P.; OLIVEIRA, L. F. C. Relação entre

uso do solo e comportamento hidrológico na Bacia Hidrográfica do

Ribeirão João Leite. R. Bras. Engenharia Agrícola Ambiental, v. 14, n. 8, p.

-834, 2010.

SEMARH - Secretaria do meio ambiente e recursos hídricos de Alagoas.

Disponível em: http://www.semarh.al.gov.br/tempo-e-clima/analisestecnicas/precipitacao-mensal, acesso em: fev 2021.

SILVA, R. M. A.; ANDRADE, P. R. G. S. Simulação da operação de

reservatório na bacia do rio Pardo-BA: avaliação da segurança hídrica para

o abastecimento público. In: XII Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste.

, Natal. Anais: ABRH, 2014, p. 10.

STANDARD methods for the examination of water and wastewater. 16th ed.

Washington: APHA, 1985.

TEODORO, V. L. I.; TEIXEIRA, D.; COSTA, D. J. L.; FULLER, B. B.; O

Conceito de Bacia Hidrográfica e a Importância da Caracterização

Morfométrica para o Entendimento da Dinâmica Ambiental. Revista

Brasileira Multidisciplinar, 11(1), 137-156, 2007.

ZUIN, V. G.; IORIATTI, M. C. S.; MATHEUS, C. E. O emprego de parâmetros

físicos e químicos para a avaliação da qualidade de águas naturais: uma proposta

para a educação química e ambiental na perspectiva CTSA. Química Nova, v. 31,

n. 1, p. 3-8, 2009.

Arquivos adicionais

Publicado

2022-01-01

Como Citar

Mendonça Cavalcanti, J. C. ., Correia Ferro, A. ., Lopes Paixão, A. K. ., & Ferreira Cavalcante, A. D. (2022). Análises Físico-Químicas da Água da Barragem da Bananeira Arapiraca Alagoas. Diversitas Journal, 7(1), 0115–0124. https://doi.org/10.48017/dj.v7i1.2027