Análise dos 9 Limites Planetários nas Áreas de Ocupação das Comunidades Tradicionais no Semiárido Alagoano

Autores

  • Ranyara Oliveira da Silva Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), Brasil https://orcid.org/0009-0000-8408-8457
  • Ailton Feitosa Universidade Estadual de Alagoas, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.48017/dj.v11i2.3797

Palavras-chave:

Sustentabilidade, resiliência climática, adaptabilidade

Resumo

A análise dos “9 Limites Planetários” no contexto das comunidades tradicionais do Semiárido Alagoano é essencial para compreender os desafios ambientais e sociais enfrentados nessa área. Os Limites Planetários, que incluem aspectos como mudanças climáticas, perda de biodiversidade, poluição química e uso da água, fornecem um marco para avaliar a sustentabilidade no ambiente de semiárido. Nas áreas de ocupações dessas comunidades, é possível investigar como o uso da terra e dos recursos naturais impactam esses limites, levando em conta as particularidades locais. A aplicação do Índice de Vulnerabilidade Climática (CVI) tem o potencial de destacar as comunidades mais expostas aos efeitos adversos do clima, como secas prolongadas e mudanças nos estoques da disponibilidade hídrica. O uso do CVI permite identificar áreas prioritárias para intervenções que aumentem a resiliência local. Além disso, a análise das fontes de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) pode revelar padrões específicos de impacto ambiental provenientes das atividades humanas, como agricultura e uso de biomassa. Com os resultados dessa pesquisa, os dados gerados vão ajudar a orientar práticas mais sustentáveis e alinhadas com os objetivos globais de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. 

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Ranyara Oliveira da Silva, Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), Brasil

0009-0000-8408-8457; Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL Campus III/Graduanda em Geografia, Palmeira dos Índios, Alagoas (AL), Brasil. ranyara.silva.2021@alunos.uneal.edu.br

Ailton Feitosa, Universidade Estadual de Alagoas, Brasil

0000-0002-5433-0465; Doutor em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Prof. Titular da Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL Campus III. Maceió, Alagoas (AL), Brasil. ailton@uneal.edu.br

Referências

Ab’Saber, A. N. (2003). Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial.

Bustamante, M. (2021). Mudanças do uso e cobertura da terra no Brasil, emissões de GEE e políticas em curso. Ciência e Cultura, 73(1). Recuperado em 1 de abril de 2025, de http://cienciaecul-tura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252021000100004

Christofoletti, A. (1981). Geomorfologia aplicada. São Paulo: Edgard Blücher.

Drew, D. (1983). Man and the Drylands: Environmental and Economic Change in Arid Regions. Hodder and Stoughton.

Feitosa, A. (2010). Modelagem dinâmica de escoamento superficial influenciando a susceptibilidade à erosão dos solos num município do semiárido de Pernambuco. Revista Brasileira de Geomorfologia.

Feitosa, A. (2011). Caracterização morfométrica e identificação de áreas susceptíveis a erosão na bacia do Rio Pajeú, PE. Revista Brasileira de Geografia Física.

Feitosa, A. (2013). Classificação dos eventos climáticos extremos de precipitação no período outono-inverno: um estudo de caso sobre suas ocorrências no município de Palmares, Zona da Mata, Pernambuco. Revista Ambientale.

Feitosa, A. (2020). O comprometimento das águas do riacho Piauí em Arapiraca/AL: causas e consequências. Brazilian Journal of Development.

Feitosa, A. (2022). Caracterização da dinâmica no uso e ocupação do solo diante das adversidades do clima no município de Palmeira dos Índios/AL. Revista Brasileira de Geografia Física.

Marengo, J. A., Nobre, C. A., Sampaio, G., Salati, E., & Dias, P. L. S. (2009). Impactos das mudanças climáticas no Brasil. Revista Brasileira de Meteorologia, 24(1).

Mendonça, F., & Danni-Oliveira, I. (2007). Climatologia: noções e fundamentos. Oficina de Textos.

Nobre, C., Sellers, P. J., & Shukla, J. (2010). Amazonian deforestation and climate. Science, 247(4948).

Ribeiro, G. D. N., Francisco, P. R. M., Silva, V. F., Santos, D., Araújo, E. D. D., Silva, M. B., ... & Dantas, J. L. (2022). Sistemas ambientais em regiões semiáridas.

Rockström, J., Steffen, W., et al. (2015). Planetary boundaries: guiding human development on a changing planet. Science, 347(6223), 1259855. https://doi.org/10.1126/science.1259855

Rockström, J., et al. (2023). Planetary boundaries framework update. Stockholm Resilience Centre. https://www.stockholmresilience.org/research/planetary-boundaries.html

Fundação Nacional dos Povos Indígenas. (2023). Demarcação. Gov.br. Recuperado em 5 de março de 2026, de https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/terras-indigenas/demarcacao-de-terras-indigenas

Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas. (n.d.). Comunidades quilombolas. Recuperado em 5 de março de 2026, de http://www.iteral.al.gov.br

Tuan, Y.-F. (2012). Topofilia: Um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente (L. de Oliveira, Trad.). Eduel.

Observatório do Clima. (2025, 17 de dezembro). SEEG – Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (Versão 13.0). https://seeg.eco.br

Downloads

Publicado

2026-06-30

Como Citar

Silva, R. O. da, & Feitosa, A. (2026). Análise dos 9 Limites Planetários nas Áreas de Ocupação das Comunidades Tradicionais no Semiárido Alagoano. Diversitas Journal, 11(2), 476–488. https://doi.org/10.48017/dj.v11i2.3797