Monitoría en Geografía Agraria: formación docente y mediaciones colaborativas en la enseñanza sobre los pueblos indígenas
DOI:
https://doi.org/10.48017/dj.v11i4.4235Palabras clave:
Monitoria acadêmica, Geografia Agrária, Formación docente, Povos indigenasResumen
Este trabajo presenta una experiencia de monitoría académica en Geografía Agraria, realizada en el Instituto de Geografía, Desarrollo y Medio Ambiente de la Universidad Federal de Alagoas (IGDEMA/UFAL), en colaboración con dos grupos de octavo año de la Escuela Municipal Doutor José Haroldo da Costa, en Maceió (Alagoas). El objetivo fue analizar cómo la monitoría puede actuar como mediación pedagógica en la deconstrucción de estereotipos sobre los pueblos indígenas, considerando sus contribuciones a la formación inicial de profesores de Geografía y a la construcción de prácticas educativas comprometidas con el reconocimiento de las territorialidades indígenas. La investigación adoptó un enfoque colaborativo, fundamentado en Thiollent (2011) e Ibiapina (2008), involucrando a una profesora, un monitor, estudiantes de licenciatura en Geografía y aproximadamente 60 alumnos de educación básica. Las actividades incluyeron planificación colectiva, talleres pedagógicos, construcción de maquetas, juegos cartográficos y momentos de reflexión sobre las representaciones de los pueblos indígenas en el ámbito escolar. Los resultados mostraron indicios de una reelaboración de las percepciones de los estudiantes —inicialmente marcadas por imágenes homogeneizadoras y folclorizadas— hacia el reconocimiento de la diversidad cultural, la contemporaneidad y las territorialidades indígenas en Alagoas. Las actividades también evidenciaron dificultades relacionadas con el reconocimiento espacial del propio estado y propiciaron experiencias de lectura e interpretación cartográfica. En el ámbito de la formación docente, la experiencia favoreció la problematización de concepciones previamente construidas por los estudiantes de licenciatura, acercando los conocimientos académicos a los desafíos concretos de la enseñanza de la Geografía en la educación básica. Se concluye que la monitoría posee potencial como espacio de formación compartida entre la universidad y la escuela, contribuyendo al desarrollo de prácticas pedagógicas críticas, interculturales y comprometidas con el abordaje y la superación de los estereotipos sobre los pueblos indígenas.
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