Estudo morfológico e morfométrico da calcificação do ligamento petroesfenoidal em crânios humanos secos

Autores

  • Maria Marcelly Lucio Mota Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Brasil
  • Igor Hudson Albuquerque e Aguiar Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Brasil
  • Kaio Coura Melo Pacheco Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Brasil
  • Fernando José Camello Lima Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Brasil
  • Renata Cristinny de Farias Campina Universidade Federal de Pernambuco; Recife, Pernambuco, Brasil
  • George Azevedo Lemos Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Brasil https://orcid.org/0000-0002-2140-216X

DOI:

https://doi.org/10.48017/dj.v9i3.2927

Palavras-chave:

Crânio, Base do crânio, Ligamentos, Calcificação Fisiológica

Resumo

Estudos recentes têm sugerido que calcificações no Ligamento petroesfenoidal (LPE) podem aumentar a probabilidade de lesão do nervo abducente, resultando em paralisias idiopáticas do músculo reto lateral do globo ocular. No entanto, a literatura ainda é escassa na determinação da ocorrência destas calcificações e fatores associados. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a ocorrência de calcificações no LPE em crânios humanos secos do Nordeste brasileiro. Foram avaliadas a presença de áreas indicativas de calcificações em crânios pertencentes a Universidade Federal de Alagoas e a Universidade Federal de Pernambuco. Cada ligamento foi classificado em quatro padrões a partir de parâmetros morfométricos, com o auxílio de um paquímetro digital: (1) Ausência de calcificações; (2) < 50%; 3- 50% a < 100% e, 4- calcificação completa. As análises estatísticas foram tabuladas no software estatístico jamovi, na versão 2.2.5, com nível de significância de 5%. 65.5% crânios apresentaram algum grau de calcificação. 56.4% apresentaram calcificação no lado direito e 40% no lado esquerdo. A classificação mais comum foi o tipo 2. A frequência de calcificação foi estatisticamente maior no lado direito. A frequência de calcificação no LPE foi elevada na amostra de crânios avaliados e mais frequentes ao lado direto. Mais estudos são necessários para elucidar melhor sua ocorrência, relação com os lados do crânio, sexo, idade e possíveis complicações clínicas.

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Biografia do Autor

Maria Marcelly Lucio Mota, Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Brasil

 0000-0003-2302-5019; Universidade Federal de Alagoas. Maceió, AL, Brasil. maria.mota@foufal.ufal.br

Igor Hudson Albuquerque e Aguiar, Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Brasil

0000-0001-8914-7452; Universidade Federal de Alagoas. Maceió, AL, Brasil. igor.aguiar@foufal.ufal.br

Kaio Coura Melo Pacheco, Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Brasil

0000-0001-7804-5426; Universidade Federal de Alagoas. Maceió, AL, Brasil. kaio.melo_95@hotmail.com

Fernando José Camello Lima, Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Brasil

0000-0003-1593-7747; Universidade Federal de Alagoas. Maceió, AL, Brasil. fernando.lima@icbs.ufal.br

Renata Cristinny de Farias Campina, Universidade Federal de Pernambuco; Recife, Pernambuco, Brasil

0000-0001-8256-7040; Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. renata.campina@ufpe.br.

George Azevedo Lemos, Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Brasil

0000-0002-2140-216X; Universidade Federal de Alagoas. Maceió, AL, Brasil. George.lemos@icbs.ufal.br.

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Publicado

2024-07-24

Como Citar

Marcelly Lucio Mota, M., Hudson Albuquerque e Aguiar, I., Coura Melo Pacheco, K., José Camello Lima, F., Cristinny de Farias Campina, R., & Lemos, G. A. (2024). Estudo morfológico e morfométrico da calcificação do ligamento petroesfenoidal em crânios humanos secos . Diversitas Journal, 9(3). https://doi.org/10.48017/dj.v9i3.2927