Sacolas Biodegradáveis: Sustentabilidade e ascensão da produção

Autores

  • Ketilley Raira de Farias Nascimento Universidade Estadual de Alagoas- UNEAL
  • Maria Rosilane Rodrigues dos Santos Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL
  • José Atalvanio da Silva Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL

DOI:

https://doi.org/10.48017/dj.v7i1.1929

Palavras-chave:

Bioplástico, sacolas plásticas, desenvolvimento sustentável

Resumo

 

Os bioplásticos fazem referência à plásticos produzidos de biomassa através de fontes renováveis e biológicas. São uma alternativa à problemática de produção de sacolas petroquímicas em larga escala e consumo excessivo causando variados malefícios ao ser humano e ao meio ambiente. O desenvolvimento sustentável das sacolas biodegradáveis atribui benefícios ao planeta como redução de gases poluentes, possui distintos meios de descarte, amplia o setor econômico e atenua o uso do petróleo como matéria prima. Assim, o objetivo deste artigo foi descrever e analisar as principais vantagens atribuídas à produção de sacolas biodegradáveis visando a sustentabilidade do planeta. A pesquisa ocorreu com buscas de trabalhos nas bases de dados Scielo e Google Acadêmico, totalizando 918 artigos dos quais selecionou-se 33 para escrita deste artigo. Aplicou-se questionário aos discentes do curso de licenciatura em química da Universidade Estadual de Alagoas, Campus I, e observou-se que em meio as questões diversas, desde o conhecimento sobre sacolas biodegradáveis até os impactos ambientais, 93,8% dos entrevistados sabem da importância de substituir as sacolas convencionais, por sacolas biodegradáveis, e, 6,3% contestaram que não. Verificou-se que os bioplásticos são produzidos através de recursos naturais, enaltecendo sua decomposição rápida que não agrava o meio ambiente, ademais, é um meio benéfico para a cadeia dos microrganismos já que podem ser uma fonte de energia para os mesmos. Constatou-se que a ideia dos bioplásticos está ligada com a necessidade de diminuir os impactos ambientais causados pelo acúmulo de resíduos plásticos, pela produção excessiva, descarte inadequado e, consequentemente devido a emissão de gases para a atmosfera através da sua degradação duradoura.

 

Referências

ALBUQUERQUE, F. Sacolas plásticas: maioria aprova proibição. 2010. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/maioria-população-brasileira-aprovaprobicao. Acesso em: 09 de março de 2011.

BRAGA, B. et al. Introdução à engenharia ambiental. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. 318p.

BRITO, G. F.; AGRAWAL, P.; ARAÚJO, E. M; MELO, T. J. A. Biopolímeros, polímeros biodegradáveis e Polímeros Verdes. Revista eletrônica de materiais e processos. v. 6.2, 2011, p. 127-139.

CERRI, Alberto, Prós e contras do plástico para o meio ambiente. eCycle, São Paulo, 2010/2017.

COSTA, João Pedro, Bioplásticos compostável na Economia Circular, Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas- Artes. Artigo: disponível em: https://repositorio.ul.pt/bitstream.

CRESWELL, J. W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

Forum for Bio-Based Innovation in Public Procurement (2015a). What are biobased products. Recuperado em 09 de agosto de 2017. Acesso em: http://innprobio.innovation-procurement.org/fileadmin.pdf.

Forum for Bio-Based Innovation in Public Procurement (2015b). Sustainability of bio-based products. Recuperado em 09 de agosto de 2017. Acesso em: http://innprobio.innovation-procurement.org/fileadmin.pdf.

GOHN, M.G. Educação não formal, participação da sociedade civil e estruturas colegiadas nas escolas. Revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v.14, n.50, jan./mar. 2006, p. 27-28.

KAMINSKI, T.; RAYNER, P. J. Reviews and syntheses: guiding the evolution of the observing system for the carbon cyclethrough quantitative network design. Biogeosciences. v. 14, n. 20, p. 4755- 4766, 2017.

LACKNER, M. (2015) Bioplastics: biobased plastics as renewable andor biodegradable alternatives to petroplastics. In: Standen, A. (Ed.). Kirk-Othmer Encyclopedia of Chemical Technology (Cap.6). 6 Ed. doi:10.1002/0471238961.koe00006.

LIMA, Paola, Sacola plástica é uma das maiores vilãs do meio ambiente, Brasil, Fonte: Agência Senado, 19 de março. 2016. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/04/19/sacola-plastica-e-uma-das-maiores -vilas-do-meio-ambiente.

MARTINS, Fábio Henrique da Silva. O Futuro Biodegradável. 2011. 56p. Trabalho de Conclusão de Curso. (Curso Superior em Tecnologia em Polímeros) – Faculdade de Tecnologia em Sorocaba / Centro Paula Souza.

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Sustentabilidade aqui e agora. Disponível em: httpp//www.mma.gov.br/estruturas/182/_arquivos/sustentabilidade_aqui_agora. Acesso em: 20 de maio de 2011.

MOTA, S. Introdução à engenharia ambiental. 2. ed. Rio de Janeiro: ABES, 2000. 416p.

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (2013). Policies for bioplastics in the context of a bioeconomy. OECD Science, Technology and Industry Policy Papers, 10. Paris, OECD Publishing. doi:10.1787/5k3xpf9rrw6d-en.

PIMENTEL, A. K. S.; ARAUJO, K. K. S.; ROCHA, M. V. R. Coleta seletiva em uma empresa de limpeza pública de Maceió (AL). Maceió 2011.

PITTMANN, Timo – Biopolymers from municipal wastewater treatment plants. Bioplastics Magazine: Mönchengladbach. Vol. 12, Número 2 (2017), p. 20 e 21.

PORTAL EDUCAÇÃO. Sacolas Plástica x Meio Ambiente: Como reagir?. Portal Educação: [S.l.], 2012. Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/14622/sacolas-plastica-x-meio-ambiente-como-reagir. Acesso em: 07 jan. 2013.

PLANETA SUSTENTÁVEL. As sacolas de plástico devem ser substituídas? 15 out. 2007. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2010.

PLASTIVIDA, Disponível em: http://www.plastivida.org.br/index.php/conhecimento/35-os-plasticos.Acesso em: 22 fev. 2021.

RONDÁN, Escrig Chelo – Give waste a chance. Bioplastics Magazine: Mönchengladbach. Vol. 12,Número 2 (2017), p. 40 e 41.

SACO DE PLÁSTICO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikipédia Foundation, 2020. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Saco_de_pl%C3%A1stico&oldid=57766541>. Acesso em: 10 mar. 2020.

SANTOS, Amélia. S. F ; FREIRE, Fernando. H. de O. ; BRENO, L. N. da Costa; MANRICH, Sati. Sacolas Plásticas: Destinações Sustentáveis e Alternativas de Substituição. Química Nova, v. 22, nº 3, 2012, p.228 – 237.

SILVA, Edna Lúcia da.; MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. Florianópolis: UFSC/PPGEP/LED, 2000, 118 p.

SHEN, L., Haufe, J., & Patel, M. (2009). Product overview and market projection of emerging bio-based plastics (Relatório de Pesquisa/2009). Utrecht, Netherlands, Group Science, Technologyand Society (STS), Copernicus Institute for Sustainable Development and Innovation, Utrecht University.

TASCA, J. E. et al. An approach for selecting a theoretical framework for the evaluation of training programs. Journal of European Industrial Training, v. 34, n. 7, p. 631655,2010. http://dx.doi.org/10.1108/03090591011070761

Arquivos adicionais

Publicado

2022-01-01

Como Citar

Nascimento, K. R. de F., Santos, M. R. R. dos, & Silva, J. A. da. (2022). Sacolas Biodegradáveis: Sustentabilidade e ascensão da produção. Diversitas Journal, 7(1), 0171–0189. https://doi.org/10.48017/dj.v7i1.1929

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)