Automação, inteligência artificial e infraestrutura digital

uma análise crítica da Teoria da Internet Morta

Autores

  • Caio Henrique de Macedo Monteiro Centro Universitário de Maceió, Unima, Maceió, AL, Brasil https://orcid.org/0009-0001-9532-2162
  • Adilson Jorge dos Santos Universidad Estatal de Alagoas - UNEAL. Maceió, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9586-659X
  • Wellyngton Chaves Monteiro da Silva Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL. Maceió, AL, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.48017/dj.v11i3.4199

Palavras-chave:

Plataformas digitais, mediação algorítmica, inteligência artificial, infraestrutura digital, consumo energético

Resumo

Este artigo analisa a relação entre a automação da produção de conteúdo digital, a mediação algorítmica e o consumo energético da infraestrutura da Internet, buscando compreender em que medida esses fatores sustentam ou problematizam os argumentos associados à Teoria da Internet Morta. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica de estudos sobre Inteligência Artificial, bots, algoritmos, automação da produção de conteúdo, infraestrutura computacional, Data Centers e consumo energético das tecnologias digitais. A análise evidencia que a crescente utilização de Inteligência Artificial, bots, sistemas de recomendação e outros mecanismos algorítmicos vem transformando a produção, a circulação e o consumo de conteúdos digitais, ampliando simultaneamente a demanda por capacidade de processamento, armazenamento e energia. Discute-se, ainda, a dimensão material da transformação digital, considerando os impactos ambientais, econômicos e geopolíticos associados à expansão da infraestrutura computacional. Os resultados indicam que, embora não existam evidências suficientes para afirmar que a maior parte das interações na Internet seja produzida exclusivamente por sistemas automatizados, a expansão da produção sintética de conteúdos e da mediação algorítmica constitui um fenômeno concreto. Conclui-se que a Teoria da Internet Morta apresenta maior potencial analítico quando compreendida não como uma descrição literal da realidade, mas como uma metáfora crítica das transformações decorrentes da automação, da mediação algorítmica e da expansão da infraestrutura digital.

Biografia do Autor

Caio Henrique de Macedo Monteiro, Centro Universitário de Maceió, Unima, Maceió, AL, Brasil

0009-0001-9532-2162; Centro Universitário de Maceió - Unima. Maceió, AL, Brasil. caiohenrique.mcz@gmail.com. 

Adilson Jorge dos Santos, Universidad Estatal de Alagoas - UNEAL. Maceió, Brasil.

0000-0002-9586-659X; Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL. Maceió, Brasil. adilson.santos@uneal.edu.br.

Wellyngton Chaves Monteiro da Silva, Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL. Maceió, AL, Brasil.

0000-0001-8267-5850; Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL. Maceió, AL, Brasil. autor correspondente: wellyngton.silva@uneal.edu.br

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Publicado

2026-09-28

Como Citar

de Macedo Monteiro, C. H., Jorge dos Santos, A., & Chaves Monteiro da Silva, W. (2026). Automação, inteligência artificial e infraestrutura digital: uma análise crítica da Teoria da Internet Morta. Diversitas Journal, 11(3). https://doi.org/10.48017/dj.v11i3.4199