Automação, inteligência artificial e infraestrutura digital
uma análise crítica da Teoria da Internet Morta
DOI:
https://doi.org/10.48017/dj.v11i3.4199Palavras-chave:
Plataformas digitais, mediação algorítmica, inteligência artificial, infraestrutura digital, consumo energéticoResumo
Este artigo analisa a relação entre a automação da produção de conteúdo digital, a mediação algorítmica e o consumo energético da infraestrutura da Internet, buscando compreender em que medida esses fatores sustentam ou problematizam os argumentos associados à Teoria da Internet Morta. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica de estudos sobre Inteligência Artificial, bots, algoritmos, automação da produção de conteúdo, infraestrutura computacional, Data Centers e consumo energético das tecnologias digitais. A análise evidencia que a crescente utilização de Inteligência Artificial, bots, sistemas de recomendação e outros mecanismos algorítmicos vem transformando a produção, a circulação e o consumo de conteúdos digitais, ampliando simultaneamente a demanda por capacidade de processamento, armazenamento e energia. Discute-se, ainda, a dimensão material da transformação digital, considerando os impactos ambientais, econômicos e geopolíticos associados à expansão da infraestrutura computacional. Os resultados indicam que, embora não existam evidências suficientes para afirmar que a maior parte das interações na Internet seja produzida exclusivamente por sistemas automatizados, a expansão da produção sintética de conteúdos e da mediação algorítmica constitui um fenômeno concreto. Conclui-se que a Teoria da Internet Morta apresenta maior potencial analítico quando compreendida não como uma descrição literal da realidade, mas como uma metáfora crítica das transformações decorrentes da automação, da mediação algorítmica e da expansão da infraestrutura digital.
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