Fungos entomopatogênicos: uma alternativa de controle in vitro para Frankliniella schultzei (Thysanoptera: Thripidae)
DOI:
https://doi.org/10.48017/dj.v11i1.3064Palavras-chave:
Tripes, Entomopatogênos, Eficiência de controleResumo
Hortaliça folhosa mais consumida no mundo a espécie Lactuca sativa L. (alface) é cultivada em todas as regiões do Brasil e caracteriza-se por sua susceptibilidade ao ataque de insetos e fitopatógenos. Dentre os insetos praga de interesse econômico para a cultura destacam-se os do gênero Thysanoptera (tripes), pois são vetores de um complexo de viroses popularmente denominada de vira-cabeça, que tem por agente várias espécies do gênero tospovírus (família Bunyaviridae) causando sintomas como mosaico, necrose, deformação, mosqueado e bronzeamento nas plantas, sendo estes fatores de influência a redução em produtividade para cultivos de alface. Tendo em vista a problemática em questão, este estudo buscou comparar os níveis de controle estabelecido por meio da aplicação de suspensões de Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae, mistura binária destes fungos e do inseticida imidacloprido em ação sobre tripes. Foram comparadas populações médias após cada tratamento, bem como eficiência de controle dos mesmos, além do tempo de ação de cada tratamento sobre os insetos. Observou-se que as suspensões de fungos entomopatogênicos apresentaram eficiência de controle acima de 50%, estatisticamente semelhante a estabelecida pelo produto químico comercial (67%). Portanto, os fungos entomopatogênicos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae apresentam eficiência de controle biológico comparável ao inseticida imidacloprido, tendo potencial para serem utilizados em auxílio ou em substituição a este produto químico.
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