Dificuldade de Permanência das Mulheres na Vida Acadêmica
DOI:
https://doi.org/10.48017/dj.v11iSpecial_2.3765Palavras-chave:
Universidade, Dificuldades de permanência, GêneroResumo
O presente trabalho apresenta uma pesquisa quanti-qualitativa, de cunho descritivo, sob a luz da pesquisa-ação, um tipo de pesquisa interpretativa que abarca um processo metodológico empírico. Com base nos Estudos de Gênero, a investigação discute os desafios impostos às mulheres em sua trajetória acadêmica do ensino superior, que dificultam sua permanência nesses espaços. O estudo tem como objetivo geral investigar as vivências de mulheres universitárias no que diz respeito ao processo de permanência nos espaços acadêmicos. Para isso, buscou-se: (1) conhecer os desafios enfrentados pelas estudantes; (2) analisar as condições que permeiam a sua permanência nas universidades; (3) compreender quais estratégias são utilizadas para o enfrentamento de questões estruturais, tais como: a desigualdade de acesso e a desvalorização acadêmica. Os resultados evidenciam os múltiplos desafios enfrentados por mulheres no ambiente universitário, revelando uma complexa trama de sobrecargas, preconceitos e medos que impactam significativamente sua trajetória acadêmica. A análise dos dados, provenientes de universitárias de diversas áreas, encontrou respaldo na literatura sobre o tema e demonstrou que, apesar da diversidade de cursos, as experiências de desigualdade e as estratégias de enfrentamento guardam bastante semelhanças.
Métricas
Referências
Aguiar, S. G.; Paes, V. N. & Reis, S. M. A. D. O. (2019). Mulher, mãe, dona de casa e esposa: dificuldades e superações para ingressar e permanecer na universidade pública. In: VII Seminário Nacional e III Seminário Internacional Políticas Públicas, Gestão e Práxis Educacional, Vitória da Conquista - Bahia: UESB, v. 7, 4935-4951. URL: http://anais.uesb.br/index.php/semgepraxis/article/view/8923
Alves, K. R. M. (2023). Trajetórias escolares de mulheres universitárias e a dupla jornada de trabalho. Dissertação (Mestrado em Psicologia: Processos Psicológicos e Saúde) - Universidade Federal do Amazonas. Manaus. URL: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9399.
Artes, A. (2017). A presença de mulheres no ensino superior brasileiro: uma maioria sem prestígio. In: Anais do 11o Seminário Internacional Fazendo Gênero e 13th Women’s Worlds Congress. Anais Eletrônicos [...] Florianópolis: UFSC, 1-12.
Ávila, R. C. (2010). Trajetórias e estratégias escolares de mulheres de camadas populares que vivenciam um tríplice jornada diária: trabalho remunerado, trabalho doméstico e estudos. São João Del-Rei. Dissertação (Mestrado em Processos Socioeducativos e Práticas Escolares) – Universidade Federal De São João Del-Rei, São João Del-Rei. URL: https://www.ufsj.edu.br/portal2repositorio/File/mestradoeducacao/Dissertacao9RebecaContreraAvila.pdf.
Ávila, R. C. & Portes, É. A. (2012). A tríplice jornada de mulheres pobres na universidade pública: trabalho doméstico, trabalho remunerado e estudos. Revista Estudos Feministas, v. 20, n. 3, 809-832.
Barbosa, R. M. & Montino, M. A. (2020). Mulher Universitária: Dificuldades e Superações Para Concluir O Ensino Superior. Multidebates, v. 4, n. 6, 170-182.
Baltieri, C. (2022). Trajetória, dificuldades e permanência das mulheres no ensino superior. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura em Pedagogia) - Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista Rio Claro, 44. URL: https://repositorio.unesp.br/items/9c11da69-7431-4fed-87f1-1de541c9165d.
Bordieu, P. (1989). O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
Blay, E. A. & Conceição, R. R. (1991). A mulher como tema nas disciplinas da USP. Cadernos de Pesquisa, n° 76, 50-56.
Coulon, A. (2017). O ofício de estudante: a entrada na vida universitária. Educação e Pesquisa, v. 43, n. 4, 1239-1250.
Dutra, C. M. (2015). Repercussões da síndrome pré-menstrual na vida da mulher. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Escola de Enfermagem, Porto Alegre. URL: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/135506/000987002.pdf?sequence=1&isAllowed=y.
Feclesc, N. B. (2010). Mulher e Universidade: a longa e difícil luta contra a invisibilidade. In: Anais Conferência Internacional sobre os Sete Saberes. Ministério Público da Bahia, 1-8 URL: https://dspace.sistemas.mpba.mp.br/handle/123456789/806.
Federici, S. (2017). Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública. (2025). Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil. 5. ed. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Frugoli, R., Tanizaka, H., Carmassi, M. R., & Silva, C. J. Da. (2019). Violência contra as universitárias: passividade institucional e vulnerabilidade no âmbito acadêmico. Revista Científica Eletrônica de Psicologia. v. 33, n. 1, 2-23. URL: https://psicoscience.s3-sa-east-1.amazonaws.com/rosa-artigo-6.pdf.
Hirata, H. & Kergoat, D. (2007). Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cadernos de pesquisa, v. 37, 595- 609.
Koller, S. H. & Narvaz, M. G. (2004). Famílias, gêneros e violências: Desvelando as tramas da transmissão transgeracional da violência de gênero. Violência, gênero e políticas públicas, v. 2, 149-176.
Morgan, D. L. (1997). Focus group as qualitative research. Londres: Sage.
Narvaz, M. G. & Koller, S. H. (2006). Famílias e patriarcado: da prescrição normativa à subversão criativa. Psicologia & Sociedade, v. 1, 49–55.
Ribeiro, A. I. M. (2000). Mulheres educadas na Colônia. In: Lopes, E. M. T.; Faria Filho, L. M. & Veiga, C. G. (Org.). 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 79-94.
Souza, T. M. C. & Rocha, I. A. (2019). Investigando o assédio sexual em universitárias: a violência de gênero na Universidade Federal de Goiás/Regional Jataí. Revista Educação e Cultura Contemporânea, v. 17, n. 47, 165–184.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Jociele Vieira da Silva, Livia Maria Rodrigues L´úcio, Ingrydy Lara Araújo Silva, Roberta Cavalcante da Silva, Yasmin Fortaleza de Oliveira, Caroline Cavalcanti Padilha Magalhães, Fernanda Cristina Nunes Simião Araújo Silva, Lidiane dos Santos Barbosa Araújo Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O periodico Diversitas Journal expressa que os artigos são de unica responsabilidade dos Autores, conhecedores da legislação Brasileira e internacional. Os artigos são revisados pelos pares e devem ter o cuidado de avisar da possível incidencia de plagiarismo. Contudo o plagio é uma ação incontestavel dos autores. A Diversitas Journal não publicará artigos com indicios de Plagiarismos. Artigos com plagios serão tratados em conformidade com os procedimentos de plagiarismo COPE.
A violação dos direitos autorais constitui crime, previsto no artigo 184, do Código Penal Brasileiro:
“Art. 184 Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. § 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.”











