Bionarrativas sociales e identidad afrobrasileña: la Congada como práctica intercultural y antirracista en la educación de posgrado.
DOI:
https://doi.org/10.48017/dj.v11i2.3875Palabras clave:
Conocimientos afroamericanos, relaciones étnico-raciales, formación de docentes e investigadores.Resumen
Este artículo presenta el potencial didáctico-pedagógico de Congada como práctica formativa intercultural, decolonial y antirracista en el contexto de los estudios de posgrado en Educación. El estudio es un extracto de una investigación doctoral desarrollada dentro de un componente curricular del Programa de Posgrado en Educación de la Universidad Federal del Triângulo Mineiro, que involucró a maestros del saber afro-amerindio como colectivo educativo. Anclado en un enfoque cualitativo y participativo, el trabajo moviliza el análisis de narrativas producidas a través de una Bionarrativa Social (BIONAS), un recurso teórico-metodológico que articula experiencia, territorio, subjetividad y crítica epistemológica. Las narrativas analizadas muestran que la inmersión en el territorio del Terno de Congada Penacho, en Uberaba–MG, promovió cambios epistémicos significativos en la formación de docentes e investigadores, al desafiar la hegemonía de los modelos de enseñanza tecnicistas y eurocéntricos. Así, Congada emerge no como un objeto folclórico, sino como una pedagogía viva, estructurada por principios como la oralidad, la corporalidad, la musicalidad, la ascendencia y el comunitarismo. Los resultados indican que la incorporación del saber afrobrasileño en los estudios de posgrado amplía las posibilidades para la formación docente comprometida con la justicia, la educación sobre relaciones étnico-raciales y la implementación de prácticas educativas interculturales, decoloniales y antirracistas.
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