Bionarrativas sociales e identidad afrobrasileña: la Congada como práctica intercultural y antirracista en la educación de posgrado.

Autores/as

  • Vania Cardoso da Silva Morais Universidad Federal del Triángulo Mineiro. Uberaba, MG, Brasil https://orcid.org/0009-0001-1544-9308
  • Danilo Seithi Kato Universidad de São Paulo. Ribeirão Preto, SP, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.48017/dj.v11i2.3875

Palabras clave:

Conocimientos afroamericanos, relaciones étnico-raciales, formación de docentes e investigadores.

Resumen

Este artículo presenta el potencial didáctico-pedagógico de Congada como práctica formativa intercultural, decolonial y antirracista en el contexto de los estudios de posgrado en Educación. El estudio es un extracto de una investigación doctoral desarrollada dentro de un componente curricular del Programa de Posgrado en Educación de la Universidad Federal del Triângulo Mineiro, que involucró a maestros del saber afro-amerindio como colectivo educativo. Anclado en un enfoque cualitativo y participativo, el trabajo moviliza el análisis de narrativas producidas a través de una Bionarrativa Social (BIONAS), un recurso teórico-metodológico que articula experiencia, territorio, subjetividad y crítica epistemológica. Las narrativas analizadas muestran que la inmersión en el territorio del Terno de Congada Penacho, en Uberaba–MG, promovió cambios epistémicos significativos en la formación de docentes e investigadores, al desafiar la hegemonía de los modelos de enseñanza tecnicistas y eurocéntricos. Así, Congada emerge no como un objeto folclórico, sino como una pedagogía viva, estructurada por principios como la oralidad, la corporalidad, la musicalidad, la ascendencia y el comunitarismo. Los resultados indican que la incorporación del saber afrobrasileño en los estudios de posgrado amplía las posibilidades para la formación docente comprometida con la justicia, la educación sobre relaciones étnico-raciales y la implementación de prácticas educativas interculturales, decoloniales y antirracistas.

Biografía del autor/a

Vania Cardoso da Silva Morais, Universidad Federal del Triángulo Mineiro. Uberaba, MG, Brasil

0009-0001-1544-9308; Universidad Federal del Triángulo Mineiro. Uberaba, MG, Brasil. vaniaprod@yahoo.com.br.

Danilo Seithi Kato, Universidad de São Paulo. Ribeirão Preto, SP, Brasil

0000-0003-3065-6812; Profesor adjunto, Universidad de São Paulo. Ribeirão Preto, SP, Brasil. katods@usp.br

Citas

Collins, P. H.,& Bilge, S. (2020). Interseccionalidade. (1ª. ed.). Boitempo.

D’Ávila, C. Ateliês didáticos: tecendo uma formação pedagógica continuada para professores universitários na perspectiva da didática sensível. Linguagens, Educação e Sociedade, 29(60), 1–30, 2025. https://www.periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/6513.

Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (2004). Conselho Nacional de Educação. Ministério da Educação.

Franco. M. A. S.(2022) Por uma didática decolonial: epistemologia e contradições. Educ. Pesqui., 48, e240473, 2022. https://www.scielo.br/j/ep/a/WwPRwm3znrGLRDYGfXMDx7c/?format=pdf&lang=pt

Freire, P. (2015). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa (50ª ed.). Paz e Terra.

Freire, P. (2013). Pedagogia do oprimido (42ª ed.). Paz e Terra.

Freire, P. (1967). Educação como prática da liberdade. Paz e Terra.

Fleuri, R. M. (2023). Educação intercultural: aprender com os povos originários do Sul a decolonizar a Educação. In:, M. F . Fleuri, , J.A.A. Okawati (orgs), Decolonizar a Educação: Entretecer caminhos do bem viver. (pp.33-54). Pedro e João.

Gomes, N. L. (2018). Por uma indignação antirracista e diaspórica: negritude e afrobrasilidade em tempos de incertezas. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), 10(26), p. 111–124, 2018. https://abpnrevista.org.br/site/article/view/642.

Hooks, bell. (2013). Ensinando a transgredir: a Educação como prática de liberdade. Editora Martins Fontes.

Kato, D. S., & Fonseca, J. B. Z. (2021). Autoria, território e alteridade uma formação intercultural de professores de ciências. Cadernos CIMEAC, 11 (3), p.244-273, 2021. https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/cimeac/article/view/5986.

Krenak, Ailton. (2019) Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das Letras. Lei n. 10.639 de 09 de janeiro de 2003. (2003). Altera a lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira”, e dá outras providências. Planalto. Ministério da Educação. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm.

Lei n. 11.645 de 10 de março de 2008. (2008). Altera a lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Indígena”, e dá outras providências. Planalto. Ministério da Educação. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm.

Lima, R. H. (2022). Pedagogia congadeira: germinações de uma proposta para a educação das relações étnico raciais. [Dissertação de Mestrado em Educação, Universidade Federal do Triângulo Mineiro]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1648.

Martins, L. M. (1997). Afrografias da memória. Mazza.

Munanga, K., & Gomes, N. L. (2016).O negro no Brasil de hoje. (2ª ed.). Global.

QUIJANO, A. (2005). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales.

Restrepo, E., & Rojas, A. (2010). Inflexión decolonial: fuentes, conceptos y cuestionamientos. Popayán. Universidad del Cauca.

Rodrigues, L. A., De Araujo, C. S., Enrique, Eryka de Araújo; Rodrigues, P. P.,&Nojiri, K. B. R. (2025). Docência reflexiva: um caminho para a prática transformadora. Lumen et virtus,16 (50), p. 8266–8284, 2025. https://periodicos.newsciencepubl.com/LEV/article/view/6394.

Walsh, C. (2009). Interculturalidade crítica e pedagogia decolonial: in-surgir, re-existir e re-viver. In: Candau, V. M. (org) Educação intercultural na América Latina: entre concepções, tensões e propostas, 7, p. 12-43. Editora 7Letras.

Walsh, C. (2001). Significados y políticas conflictivas. Revista Nueva Sociedad, 165, p. 121-133, 2001. https://static.nuso.org/media/articles/downloads/2830_1.pdf.

Walsh, C. (2007). Interculturalidad y colonialidaddel poder. Un pensamiento y posicionamiento “otro” desde la diferencia colonial. In: Castro-Gómez, S., &Grosfogue, R. El giro decolonial. Reflexiones para una diversidad epistémica más alládel capitalismo global, p. 47-62.SiglodelHombre Editores.

Publicado

2026-06-27

Cómo citar

Cardoso da Silva Morais, V., & Seithi Kato, D. (2026). Bionarrativas sociales e identidad afrobrasileña: la Congada como práctica intercultural y antirracista en la educación de posgrado. Diversitas Journal, 11(2), 0400–0420. https://doi.org/10.48017/dj.v11i2.3875